quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MANUEL BANDEIRA Ana Maria Machado Carlos Drumond de Andrade OLAVO BILAC CECÍLIA MEIRELES ELIAS JOSÉ




Ana Maria Machado

       “Eu ficava quase três meses por ano à beira do mar, com meus avós, junto à natureza e às tradições. Como não havia eletricidade, todas as noites as pessoas se reuniam para contar e escutar histórias. Tenho certeza de que sem os verões em Manguinhos, eu escreveria bem diferente.”
Também foi professora, jornalista, pintora e tradutora, e recebeu diversos prêmios, como Nobel da literatura infantil mundial – e o Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, sendo a primeira autora infanto-juvenil a fazer parte da instituição.
       Seu primeiro texto, publicado em uma revista quando estava com 12 anos, foi sobre a pesca da região. Daquele tempo até hoje, muita coisa mudou, mas Ana Maria Machado continuou escrevendo e, ao longo de 33 anos de carreira, tornou-se uma das escritoras mais importantes do país, lançando cerca de 100 títulos, que foram traduzidos para 17 países.

ESTRELAS




São cinco pontas
Cinco destinos
Areias tontas
De desatinos

Cinco sentidos
Cinco caminhos
Grãos tão moídos
Mares moinhos

Estrela-guia
Em pleno mar
Outra Maria
A me chamar.

Carlos Drumond de Andrade

        Mineiro nascido em Itabira em outubro de 1902, Carlos Drumond de Andrade é o maior poeta brasileiro.
       Sua poesia é meio filosófica, questionando o sentido da vida e as inquietações amorosas e sociais do nosso tempo.
       Além de ser um mestre da língua portuguesa, poeta e prosador admirável, desenvolveu sua obra por cerca de 60 anos, passando por diferentes fases. E em todas ele encheu seus leitores de encanto e deslumbramento diante de sua inteligência aguda, sua sensibilidade lúcida, sua profunda ligação solidária com o sofrimento humano e as alegrias do tempo em que viveu. Mesmo um certo pessimismo que acompanhava sua visão critica não o afastou da celebração da beleza da vida.
       O ano 2002 foi declarado, pela Presidência da República, o Ano Nacional Carlos Drumond de Andrade pois aconteceram muitas comemorações no seu centenário.


LAGOA



Eu não vi o mar.
Não sei se o mar é bonito,
Não sei se ele é bravo.
O mar não me importa.

Eu vi a lagoa.
A lagoa, sim.
A lagoa é grande
E calma também.
Na chuva de cores
da tarde que explode
A lagoa brilha
A lagoa se pinta
de todas as cores.
Eu não vi o mar.
Eu vi a lagoa...



CECÍLIA MEIRELES


Nasceu no Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901 e faleceu na mesma cidade em 9 de novembro de 1964.
       A menina foi criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides.
Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde, foi nessa área que os livros se abriram e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.
Foi professora, educadora, jornalista, escritora e tradutora, é principalmente conhecida por sua obra poética.
       O livro Ou Isto Ou Aquilo, dedicado à infância, foi pioneiro no gênero e ainda é considerado o mais marcante da literatura brasileira para crianças e jovens.

PESCARIA


Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.

Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.

As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.

As mãos do mar vem e vão.
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.

Por isso chora, na areia,
A espuma da maré cheia.


ELIAS JOSÉ

Nascido em Santa Cruz da Prata, distrito de Guaranésia, Minas Gerais, em 25 de agosto de 1936. Além de escritor, Elias José é professor aposentado de Literatura Brasileira e Teoria Literária. Tendo atuado também como vice-diretor, diretor e coordenador do Departamento de Letras e como professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na Escola Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro.
       Elias José estreou em livro com “A Mal-Amada”, em 1970, com apoio de Murilo Rubião, que reunia contos publicados em suplementos literários do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Portugal. Antes disso, já tinha conquistado o segundo lugar no Concurso José Lins do Rego da Livraria José Olympio Editora, em 1968.
       Com mais de 40 livros publicados para crianças, jovens e adultos, Elias José recebeu diversos prêmios, entre eles, Jabuti e APCA.
Vários de seus livros foram traduzidos e publicados no México, Argentina, Polônia, Estados Unidos e Nicarágua.

NOVELA

A vaca amarela
ganhou uma rosa amarela
e uma declaração de amor
de um boi voador,
louquinho por ela.

A vaca amarela
sorriu, jogou beijo
e ficou mais bela.
O boi voador deu a ela
uma aliança de noivado.

Marcaram o casamento,
montaram uma casa.
o boi voador prometeu
não voar mais.

Na despedida de solteiro,
o boi voador resolveu voar
só um pouquinho...

Só que voou, voou,
e até hoje não voltou.

MANUEL BANDEIRA
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890 a família se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para Santos - SP e, novamente, para o Rio de Janeiro. Passa dois verões em Petrópolis.
       No Rio ele continuou os seus estudos, formando-se em Letras.
        Foi professor universitário, poeta, cronista e crítico, sendo eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1940.
      Antecipador do Modernismo na poesia brasileira,
 foi amigo dos escritores paulistas que fizeram a Semana de Arte Moderna em 1922 e colaborou em diversas revistas desse movimento literário.
      Em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de Luís Guimarães Filho. Toma posse em 30 de novembro, sendo saudado por Ribeiro Couto.
No dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minutos, morre o poeta Manuel Bandeira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.  


  








TREM DE FERRO

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge  Maria, que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Aí seu foguista
Bota fogo
Na fornalha

Que eu preciso

Muita força

Muita força
Muita força

ôo...
Foge bicho
Foge povo
Passa ponte
Passa pasto
Passa poste
Passa boi
Passa boiada        

  

Passa galho







De ingazeira
Debruçado
No riacho
que vontade
De cantar!

Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia
OÔ...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra m,ata minha sede
OÔ...
Vou mimbora vou minbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...
Vou depressa vou correndo vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente

Pouca gente...



OLAVO BILAC

       Hoje em dia, Olavo Bilac é um autor que saiu de moda, por isso, às vezes as pessoas se esquecem que ele fez alguns poemas tão bons e, apesar dos rigores artificiais do movimento poético que defendia, conseguiu comover seus leitores.
       Mas houve um tempo em que ele foi extremamente popular, todo mundo aprendia seus poemas na escola para depois cita-los de cor em diferentes circunstâncias.
       Até mesmo o Hino à Bandeira, que todos cantamos, teve sua letra escrita por ele:“Salve, lindo pendão da esperança,/ Salve, símbolo augusto da paz...”
       Viajou muito pelo exterior, fez parte de jornais polêmicos e de oposição, foi preso mais de uma vez por motivos políticos. Ajudou a fundar a Academia Brasileira de Letras, organizou campanhas pelo serviço militar obrigatório e em defesa da educação para todos.
       E foi o autor do primeiro livro brasileiro para crianças, chamado Poesias infantis.
A BONECA

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: “É minha!”
“É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxavam por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas por causa da briga,
Ficaram sem a boneca...                                   


Responda:
a) É um meio de transporte:__________________

b) Poeta mineiro considerado um mestre na língua portuguesa:_______________________________

c) Escreveu a letra do Hino à Bandeira:_________
______________________________

d) Foi criada pela avó materna

e) Teve vários livros seus traduzidos e publicados para outros países:________________________

f) Colaborou com a Semana de Arte Moderna em 1922:___________________________________

g) Seu primeiro texto publicado, foi sobre pesca:
_______________________________________

3- Complete o quadro de acordo:

AUTOR (A)
POESIA
Carlos D. de Andrade


Novela
Ana Maria Machado


Trem de Ferro
Cecília Meireles


A Boneca

- Qual foi a poesia que você mais gostou? Por quê?
_______________________________________________________________________________________________________________

                                                                                    

Transforme a poesia que você mais gostou em uma história. Você pode acrescentar mais personagens. Dê um título a sua história.
Dê asas a sua imaginação...




Um comentário:

  1. aaaaaaaah' eu adoro o Manoeu mandeiraa amo mt ele
    esse poema que ele escreveu eu tenho meu cadernoo .adoro todos eu sei que alguns eu não li mais eu sei que são bons , espero ler mais beiojim , beijim

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