terça-feira, 31 de maio de 2011

Árvore das Abelhinhas



Árvore das Abelhinhas


O que é?

*     É uma árvore para medir o seu desenvolvimento, e participação na Organização de forma geral.


Como funciona?

*     Para cada desafio alcançado você receberá uma maçã para colar em sua árvore;
*     A árvore fica com você, que poderá decorá-la a seu gosto. 

atividades abelhas









ABELHAS PARA COLORIR











PROJETO ABELHAS

 PROJETO ABELHAS 

1 – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:

TEMA:  Abelhas                                        
TURMA: Maternal
ÁREA:  Natureza e Sociedade


2 – JUSTIFICATIVA:

Este projeto foi sugerido pela professora, por ser um assunto interessante e curioso, sendo possível explorar a área de ciências e o interesse que os alunos tem pelos animais, podendo assim, sanar dúvidas, levantar questionamentos e construir o aprendizado.



   3 - QUESTÃO DESENCADEADORA:

A partir da caixa surpresa, fazer suspense, balançar, perguntar o que será que tem dentro? Questionar quanto: ao peso, a forma, o cheiro (essência de mel), ao som..., Deixando a curiosidade dos alunos aguçada. Então, mostrar aos pouquinhos o conteúdo da caixa e perguntar: Já sabe o que é?
Apresentar a abelhinha, perguntando: quem sabe o nome dela?
Então contar a História da “A abelha abelhuda.” Da editora FTD.

4 – CONTEÚDOS NORTEADORES:

  • Como as abelhinhas se locomovem?
  • Onde as abelhas vivem?
  • As abelhas têm patas? Quantas?
  • Para que servem suas asinhas?
  • Que cores as abelhas tem?
  • As abelhas mordem?
  • Do que as abelhas se alimentam?
  • O que produzem?
  • Será que o mel é gostoso?
  • Para que serve o mel?
  • As abelhas são todas iguais?




5 – OBJETIVOS:


  LINGUAGEM ORAL E ESCRITA:
·        Pesquisar em livros, enciclopédias, revistas e jornais, assuntos relacionados com os projetos;
·        Participar de variadas situações de comunicação oral, para interagir e expressar desejos, necessidades e sentimentos por meio da linguagem oral, contando suas vivências;


·        Expressar-se;
·        Identificar os personagens das leituras realizadas (interpretação de texto);
·        Realizar interpretações orais, observando a seqüência lógica dos fatos;


 MATEMÁTICA:
·        Identificar as cores primárias e algumas secundárias; (preto e amarelo)
·        Estabelecer relações de: cheio/vazio, em cima/em baixo, perto/longe, pequeno/grande, leve/pesado;
·        Fazer relatórios individuais e em grupos dos jogos e atividades propostas;
·        Seqüenciar fatos;
·        Classificar objetos por um atributo (cor, forma ou tamanho);
·        Manipular e explorar objetos e brincadeiras, em situações organizadas de forma a existirem quantidades individuais suficientes para que cada criança possa descobrir as características e propriedades principais e suas possibilidades associativas: empilhar, rolar, transvasar, encaixar, etc;


 NATUREZA E SOCIEDADE:
·        Aproximar os acontecimentos da atualidade, do mundo que nos cerca, com a sala de aula;
·        Caracterizar as abelhas conforme interesse do grupo;
·        Reconhecer a importância das abelhas para a preservação do meio ambiente;
·        Explorar o ambiente, para que possa se relacionar com pessoas, estabelecer contato com pequenos animais, com plantas e com objetos diversos, manifestando curiosidade e interesse;
·        Participar de atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções para despertar e esclarecer curiosidades sobre as abelhas;


 ARTES VISUAIS:
·        Utilizar o dedo para realizar as colagens;
·        Utilizar carimbos para explorar as tintas;
·        Fazer uso dos pincéis do tipo grosso, de maneira adequada;
·        Pequenas dramatizações com fantoches;
·        Participar de mímicas das músicas;
·        Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação;
·        Produzir trabalhos artísticos, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, da construção, desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação;
·        Estimular o cuidado com os materiais;


 SÓCIO AFETIVO:
·        Criar combinações para o desenvolvimento da rotina; respeitar regras pré-estabelecidas;
·        Esperar sua vez de expor idéias e pensamentos;
·        Ouvir os que os colegas têm para falar;
·        Solucionar de maneira pacífica os conflitos surgidos durante o dia;
·        Desenvolver de maneira tranqüila trabalhos em grupo;
·        Valorizar sentimentos de: arrependimento, amizade, cooperação, cuidados com o próximo;

 MOVIMENTO:

         Grandes Movimentos:
·        Participar de brincadeiras com pequenas regras;
·        Vivenciar diferentes sensações, objetivando o aprimoramento da coordenação motora ampla com diversos materiais, tais como. Balões, caixas, garrafas, corda, cadeiras;
·        Locomover-se pela escola com mobilidade;
·        Reconhecer as suas próprias capacidades motoras e possibilidades cinéticas.

Pequenos Movimentos:
·        Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento, etc..., para o uso de objetos diversos;
·        Encaixar objetos por tamanho;
·        Rasgar, amassar e picar materiais com texturas e tamanhos diferentes;
·        Modelar livremente com massinhas e argila;
·        Utilização adequada dos talheres (colher) e copo, durante as refeições;

 MÚSICA:
·        Participar de brincadeiras e jogos cantados e rítmicos;
·        Participar de situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais.

6 – ATIVIDADES PREVISTAS:
·        Conversas na rodinha;
·        Levantar questionamentos;
·        Observar  revistas, materiais concretos, livrinhos de história...;
·        Solicitar pesquisa;
·        Jogos lógicos matemáticos;
·        Atividades, brincadeiras e jogos;
·        Pinturas diversas;
·        Amassar, rasgar e colar;
·        Ouvir, cantar e dançar diferentes músicas e ritmos;
·        Desenho livre;
·        Confecção com sucata;
·        Histórias contadas;
·        Confecção de máscaras;
·        Confecção da coroa da abelha rainha;
·        Pinturas de flores para montar um jardim;

Zangão e Abelhinha

Zangão e Abelhinha

-Bzzzzz!
 Bom dia, Abelhinha!
-Bzzzzz!
 Bom dia, Don Zangão!
-Bzzzzz?
 Como tem voado?
-Bzzzzz!
 Bem, muito obrigada!
-Bzzzzz?
 Que tal uma voadinha?
-Bzzzzz!
 Eztou lizonjeada!

Lá vão eles zunindo felizes
Vão fazendo algazarra no caminho

De mãos dadas vão voando sozinhos
Resolveram encontrar uma linda flor

Abelhinha é muito formosa
Don Zangão, bom cavalheiro
Abelhinha tem uma rosa-menino no cabelo
Don Zangão é grandalhão
E dos zangões é o primeiro

-Bzzzzz!
Aponta a Abelhinha
-Zúpi zúpi zúpi!
Se assanha Don Zangão

Adiante existe um jardim
É provável que seja assim:
Flor de mirra, azaléia e cravina
Rosas coloridas, jacinto e jasmim

-Bzzzzz!
Se encanta a Abelhinha
-Bzzzzz!
Se esbalda o Don Zangão

Tem narciso que é muito bonita
Copo de leite e dente de leão
Estão contentes lambendo a margarida
Há dez dezenas de pétalas no chão

-Bzzzzz!
 Zou Eva daz abelhaz!
-Bzzzzz!
 E eu zou o Adão!

Mas de repente eis que surge uma Vespa
Ameaçando acabar com a diversão

-Ai, meu Zezuz Crizto!
Se assusta a Abelhinha
-Clé clé clé clé clé!
Bate os dentes Don Zangão

A Vespa voa veloz como um tufão
E Abelhinha balbucia uma oração
Nosso mocinho a esconde na orquídea:
-Bzzzzz!
 Zilênzio, minha vida!
E ela responde:
-Bzzzzz!
 Cuidado, corazão!

Há cenas violentas que assombram o jardim
Ecoam zum-zum-zuns que parecem não ter fim
Don Zangão é atirado num ramo de alecrim
A Vespa não dá trégua, a cruel espadachim

-Dzdzdzdzdz!
 Ze entregue, ó , Zangão!
-Bzzzzzzzzzz!
 Não zou de deziztir!

O céu entra na guerra e lança chuva com furor
A água se mistura com algum grito de dor

Tudo é silêncio... onde estará o Don Zangão?
A triste Abelhinha procura o seu herói no chão

-Bzzz?
 Cadê o meu amor?
-Bzzz?
 Cadê o meu bem-querer?

Lá vai a Vespa levada pelas águas
E olhe só!
Veja você!
Decolando de uma tábua
Em zigue-zague vem voando Don Zangão!
É de dar dó...
Está machucado o valente guerreiro
Mas a Abelhinha o cobre com mil zilhões de beijos

-Ai ai ai ai ai!
 Eztá doendo quaze tudo!
-Glup glup glup!
Goles de pólen é o remédio mais perfeito

-Bzzzzz!
Lá se vão nossos pombinhos


-Bzzzzz!
A chuva já passou
-Bzzzzz!
Vão voando até um vasinho
-Bzzzzz!
Onde vive uma linda flor

Caco Nemer

domingo, 29 de maio de 2011

Projeto: “Motivação” EJA


Projeto: “Motivação

Justificativa

            É notório que os cursos no ensino noturno apresentam índices baixíssimos de produtividade. A evasão e a repetência são causas consideráveis desse índice, pois, não asseguram a permanência do aluno na escola, sendo então necessário implantar um projeto que vise assegurar essa permanência e motivar o corpo discente a interagir de forma autônoma, crítica e democrática na construção da sua cidadania e dignidade.
           O Projeto Motivação deve garantir condições de igualdade, respeito às diferenças e o direito de uma educação de qualidade, onde os jovens desenvolvam diferentes habilidades que necessitam de aprimoramento, as quais são exigidas constantemente pelo mundo globalizado do qual fazemos parte e que podem ser adquiridas no ambiente escolar, desencadeando mudanças de atitudes do cidadão que se transforma em seu próprio benefício à medida que sente motivado para tal.
           
Objetivo Geral

           Oportunizar aos alunos o acesso e a apropriação de competências, habilidades e atitudes indispensáveis para o progresso no trabalho, na escola e na vida social.

Cronograma

 De abril a novembro.

Metodologia

Com o propósito de incentivar os alunos na sua permanência na escola, será sugerido aos professores, atividades como:
·  Premiar as turmas que alcançarem 90% de frequência no bimestre, com lanche especial;
·  Realizar noite cultural entre os alunos, visando a descoberta de talentos;
·  Promover atividades voltadas para a recuperação da leitura e da escrita, assegurando ao aluno acesso a todo material que possa ser um convite prazeroso para o ato de ler e produzir suas escritas;
·  Garantir o acesso ao laboratório de informática, a fim de aproximar o aluno da tecnologia e incentivando-o na aprendizagem do novo para desenvolvimento de suas atividades;
·  Elaborar subprojeto “Educação para o Trabalho” a fim de auxiliar na preparação dos alunos para o ingresso no mercado de trabalho;
·  Incentivar os alunos a participarem de palestras com temas sugeridos por eles próprios.

Recursos

·        Computador / Impressora;
·        Livros didáticos e paradidáticos / jornais / revistas;
·        Internet ( Orkut, Bate papo, Blog, Correio eletrônico, Fórum, Jogos, You Tube, dentre outros);
·        TV/ Vídeo;
·        Som / CDs / DVDs;
·        Retroprojetor;
·        Câmera digital;
·        Data-show, entre outros.

Avaliação

            A avaliação será realizada através do interesse demonstrado durante a participação ao longo do processo e pela análise de documentos que registram a permanência do aluno na escola e seu rendimento educacional.

ATIVIDADES CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA‏



Atividade: Escondendo o despertador

Objetivo:
 Localizar um som que, a cada momento, mescla-se facilmentecom oos sonms aleatórios do ambiente. Para localizá-lo com êxito, as crianças devem desenvolver e ampliar a capacidade de estender sua escuta atenta, buscando detectar o som.
Materiais necessários: Relógio ou cronômetro que faça tic-tac.
Desenvolvimento: Peça  que uma das crianças  cubra seus olhos. Enquanto ela estiver com os olhos cobertos, esconda um despertador ou o cronômetro. A seguir, a criança tira a venda dos olhos e tenta encontrar o relógio/cronômetro pelo ruído. Duranta a procura, todas as outras crianças devem ficar bem quietinhas, tentando não dar nenhuma pista.

Dramaturgia a familia das vogais


A Família Das Vogais
 
- Objetivo: Identificá-las através da Dramaturgia


Quando nasce uma família

Andava pela floresta uma letrinha muito triste porque não tinha com quem brincar, ela se chamava A (todos repetem AAAAAAAAA)
De repente ela encontrou um lápis pulando, pulando e desenhando muitos animais, parecia mágica: ele dava um pulo e aparecia uma joaninha, se arrastava pelo chão e vejam uma cobra.
Então como ela era muito esperta teve uma idéia:

_ Seu lápis, seu lápis, será que o senhor não pode desenhar um amigo pra mim.
Assim não vou ficar tão sozinha.

_ Claro menininha A eu vou desenhar sim.

De um salto deu uma estrelinha e vejam desenhou a letra E (eeeeeeeeeee)
E os dois saíram de mãos dadas brincando de cerecece, até enjoarem.

- E agora enjoei de brincar só de cerececê, será que o lápis não faz mais um amiguinho pra nós?

E começaram a gritar porque o lápis já estava chegando á avenida

- Seu lápis, seu lápis espera aí a gente cansou de brincar de cerececê, desenha mais um amiguinho, vai seu lápis.
E o lápis que estava louco para ir embora  respondeu:

- tá bom, tá bom
e desenhou a letra I (iiiiiiiiiiiiiiiiiiiii) e eles ficaram maravilhados brincaram de esconde- esconde, pega-pega. Foi quando a letra E  disse:

- caramba  e o futebol, eu adoro brincar de futebol...
e adivinhem o que eles fizeram: isso mesmo saíram os três atrás do lápis que já estava quase subindo no ônibus

_ espera aí, espera aí, seu lápis volta aqui, por favor,
e o lápis voltou correndo pra ver o que tinha acontecido correu ou melhor pulou que nem doido:

_ pode falar o que houve agora ufa, ufa

_ é que a gente não consegue brincar de futebol

_ ha, já sei vocês querem mais amiguinhos, acertei?

_ é isso, é isso, vai seu lápis a gente promete que não perturba mais.
- ta bom, eu vou desenhar a letrinha O (oooooooo) e vou desenhar também a letrinha U (uuuuuuuuuu) pra vocês se divertirem a vontade, porque ainda tenho muito que escrever e desenhar por aí, não posso mais ficar aqui.
Então o lápis saiu pulando, rodopiando subiu para o ônibus e gritou:
Façam um gooool pra mim....

Assim nasceu a família das vogais (vamos lembrar?)

A  - E  -  I  -  O  -  U

Obs. O interessante é que conforme formos narrando à história, desenharmos na lousa os personagens na ordem que vão aparecendo, os bichos, o ônibus o lápis pulando pra cá e pra lá, balões de fala dos personagens.
Livro de vogais com figurasClaro cada professora tem seu próprio ritmo, portanto podemos fazer uma história em quadrinhos na lousa (conforme formos narrando) ou apenas desenhando as letras personificadas...

Autora:  Vera Pontes


ATIVIDADES

1º reconto da história
2º desenhar livremente os personagens
3º História em Quadrinhos
e  mais o que a criatividade mandar...

PROJETO APRENDER BRINCANDO


PROJETO
                            APRENDER BRINCANDO

                                                                               Prof.ª GR@Ç@
PROJETO: APRENDER BRINCANDO
TEMPO PREVISTO: UM SEMESTRE.
Justificativa: A partir de uma observação direta entre os alunos, percebi a necessidade de desenvolver um projeto a fim de proporcionar o aprendizado do manuseio da tesoura de maneira prazerosa; para isto escolhi trabalhar com a apreciação de obras de artes.
Objetivos: Produzir trabalhos de artes, utilizando a linguagem da pintura, do recorte e da colagem, desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.
Didático: Utilizar obras de arte diversas para enriquecer o percurso criador das crianças em relação ao fazer e ao apreciar.
Específicos: Habilidade no manuseio da tesoura e a criação de desenhos através do recorte e colagem.
Conteúdo:
· Explorar e aprofundar o uso adequado da tesoura.
· Exploração de alguns procedimentos para recortar.
Etapas previstas:
· Conversar com as crianças sobre a possibilidade de se criar desenhos usando somente o recorte e a colagem.
· Apreciação de obras diversas (recorte e colagem).
· Oferecer tesouras, papel e cola para a elaboração de trabalhos.
· Propor recorte e colagem criando desenhos ou cenas (uma vez por semana).
· Espalhar pela sala reproduções de Matisse para que as crianças tenham boas imagens.
· Propor a reprodução de uma obra de Matisse através da observação.
Produto final: Confeccionar um álbum com as produções realizadas pelas crianças durante a evolução do projeto e também exposição de alguns trabalhos coletivos.

PROJETO Jogos e Brincadeiras



 PROJETO: Jogos e Brincadeiras.


Prof.ª GR@Ça

Tema: Jogos e Brincadeiras.


Alunos atendidos:
Duração:

Objetivos

- Ampliar as possibilidades de comunicação e expressão.
- Reconhecer o próprio corpo, explorando os movimentos e suas diversas possibilidades de exploração (correr, saltar, rolar, etc.).
- Utilizar, em jogos e brincadeiras, movimentos ricos e diversificados, procurando
ampliar seu repertório, desafiando suas potencialidades.
- Aperfeiçoar suas habilidades manuais, através da manipulação de materiais, objetos
e brinquedos diversos.

Conteúdos Conceituais:
- Coordenação motora.
- Lateralidade.
- jogos com regras.
- Brincadeiras de roda.
Conteúdos Procedimentais:

1- Propor uma roda de conversa e informalmente a professora irá contar para as crianças sobre o projeto de jogos e brincadeiras. Pedir para as crianças que digam (se lembrarem) o nome de jogos e brincadeiras que já conhecem. Fazer um cartaz com os jogos e brincadeiras que o grupo conhece.

2- Escolher um dia da semana para realizar essas atividades e a princípio, realizaremos as brincadeiras e jogos que as crianças já conhecem. Em roda a professora irá explicar as regras da brincadeira ou do jogo e no pátio ou quadra, realizarão o desenvolvimento da mesma. Em sala, as crianças irão recordar as regras e a professora será a escriba. Em seguida, farão um desenho livre sobre a atividade realizada.

3- Após realizar as brincadeiras já conhecidas pelas crianças do grupo, a professora irá apresentar um jogo ou brincadeira nova. Ainda na mesma semana as crianças poderão realizar mais de uma vez a atividade proposta para que depois façam por escrito as regras e o desenho livre.

4- Organizar as regras e os desenhos livres para confecção de um livro individual para as crianças.

5- Confeccionar uma capa e encadernar o livro.

6- Os jogos e brincadeiras propostas pela professora poderão se repetir de acordo com a vontade do grupo, porém, o registro para o livro será realizado apenas uma vez.


Conteúdos Atitudinais:
- compartilhar descobertas.
- desenvolver atitude de respeito em relação as professoras e colegas.
- respeitar as regras e combinados.
- cooperar com o grupo.


Culminância:
- coletânea de jogos e brincadeiras com as regras (proposta coletiva) e ilustrações realizadas individualmente.

sábado, 28 de maio de 2011

O GATO SOU EU .




O GATO SOU EU .
- Aí então, eu sonhei que tinha acordado. Mas continuei dormindo.
- Continuou dormindo.
- Continuei dormindo e sonhando. Sonhei que estava acordado na cama, e ao lado, sentado na cadeira, tinha um gato me olhando.
- Que espécie de gato?
- Não sei. Um gato. Não entendo de gatos. Acho que era um gato preto. Só sei que me olhava com aqueles olhos parados de gato.
- A que você associa essa imagem?
- Não era uma imagem: era um gato.
- Estou dizendo a imagem do seu sonho: essa criação onírica simboliza uma profunda vivência interior. É uma projeção do seu subconsciente. A que você associa ela?
- Associo a um gato.
- Eu sei: aparentemente se trata de um gato. Mas na realidade o gato, no caso, é a representação de alguém. Alguém que lhe inspira um temor reverencial. Alguém que a seu ver está buscando desvendar o seu mais íntimo segredo. Quem pode ser essa alguém, me diga? Você deitado aí nesse divã como na cama em seu sonho, eu aqui nesta poltrona, o gato na cadeira… Evidentemente esse gato sou eu.
- Essa não, doutor. A ser alguém, neste caso o gato sou eu.
- Você está enganado. E o mais curioso é que, ao mesmo tempo, está certo, certíssimo, no sentido em que tudo o que se sonha não passa de uma projeção do eu.
- Uma projeção do senhor?
- Não: uma projeção do eu. O eu, no caso, é você.
- Eu sou o senhor? Qual é, doutor? Está querendo me confundir a cabeça ainda mais? Eu sou eu, o senhor é o senhor, e estamos conversados.
- Eu sei: eu sou eu, você é você. Nem eu iria pôr em dúvida uma coisa dessas, mais do que evidente. Não é isso que eu estou dizendo. Quando falo no eu, não estou falando em mim, por favor, entenda.
- Em quem o senhor está falando?
- Estou falando na individualidade do ser, que se projeta em símbolos oníricos. Dos quais o gato do seu sonho é um perfeito exemplo. E o papel que você atribui ao gato, de fiscalizá-lo o tempo todo, sem tirar os olhos de você, é o mesmo que atribui a mim. Por isso é que eu digo que o gato sou eu.
- Absolutamente. O senhor vai me desculpar, doutor, mas o gato sou eu, e disto não abro mão.
- Vamos analisar essa sua resistência em admitir que eu seja o gato.
- Então vamos começar pela sua insistência em querer ser o gato. Afinal de contas, de quem é o sonho: meu ou seu?
- Seu. Quanto a isto, não há a menor dúvida.
- Pois então? Sendo assim, não há também a menor dúvida de que o gato sou eu, não é mesmo?
- Aí é que você se engana. O gato é você, na sua opinião. E sua opinião é suspeita, porque formulada pelo consciente. Ao passo que, no subconsciente, o gato é uma representação do que significo para você. Portanto, insisto em dizer: o gato sou eu.
- E eu insisto em dizer: não é.
- Sou.
- Não é. O senhor por favor saia do meu gato, que senão eu não volto mais aqui.
- Observe como inconscientemente você está rejeitando minha interferência na sua vida através de uma chantagem…
- Que é que há, doutor? Está me chamando de chantagista?
- É um modo de dizer. Não vai nisso nenhuma ofensa. Quero me referir à sua recusa de que eu participe de sua vida, mesmo num sonho, na forma de um gato.
- Pois se o gato sou eu! Daqui a pouco o senhor vai querer cobrar consulta até dentro do meu sonho.
- Olhe aí, não estou dizendo? Olhe a sua reação: isso é a sua maneira de me agredir. Não posso cobrar consulta dentro do seu sonho enquanto eu assumir nele a forma de um gato.
- Já disse que o gato sou eu!
- Sou eu!
- Ponha-se para fora do meu gato!
- Ponha-se para fora daqui!
- Sou eu!
- Eu!
- Eu! Eu!
- Eu! Eu! Eu!
Fernando Tavares Sabino (Belo Horizonte, 12 de outubro de 1923 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2004) foi um escritor e jornalista brasileiro.Durante a adolescência, foi locutor de programa de rádio e começou a colaborar regularmente com artigos, crônicas e contos em revistas da cidade, conquistando prêmios em concursos.
No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito e ingressou no jornalismo como redator da Folha de Minas. Seu primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro.
Tornou-se colaborador regular do jornal Correio da Manhã, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Depois de se formar em Direito na Faculdade Federal do Rio de Janeiro em 1946, viajou com Vinicius de Moraes aos Estados Unidos da América, onde morou por dois anos em Nova Iorque.
O encontro marcado, uma de suas obras mais conhecidas, foi lançada em 1956, ganhando edições até no exterior, além de ser adaptada para o teatro. Sabino decidiu, então (1957), viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crônicas para o Jornal do Brasil, escrevendo mensalmente também para a revista Senhor.
Em 1960, Fernando Sabino publicou o livro O homem nu, pela Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, A mulher do vizinho, que recebeu o Prêmio Cinaglia do Pen Club do Brasil.
Em 1966, fez a cobertura da Copa do Mundo de Futebol para o Jornal do Brasil. Fundou, em 1967, em conjunto com Rubem Braga, a Editora Sabiá, onde publicou livros de Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Clarice Lispector, entre outros.
Publicou o romance O grande mentecapto em 1979, iniciado mais de trinta anos antes. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.
Faleceu em sua casa em Ipanema (zona sul no Rio de Janeiro), vítima de câncer no fígado, às vésperas de 




Depois de ler o texto, responda às perguntas:
1. Qual a relação entre os dois personagens, em sua opinião?
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2. Em que você se baseia para tirar essa conclusão?
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3. Que tipo de profissional você acha que está analisando o sonho do autor?
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4. Você acha esse texto realista ou crê que é uma sátira? Explique.
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5. A conversa entre os dois personagens é clara ou confusa? Por que você acha isso?
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6. Você conseguiu entender o texto ou “perdeu o fio da meada”? Em que parte foi mais difícil entender?
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7. Você acha que os dois personagens se entendem? Por quê?
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8. Houve uma comunicação verdadeira entre os dois personagens?
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9. A que você atribui essa “falta de comunicação”?
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10. Você acha que a comunicação entre duas pessoas que têm diferentes visões sobre um mesmo assunto torna-se difícil? Por quê?
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11. A conversa entre os dois personagens começou num clima amigável em sua opinião?
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12. Como terminou a conversa? A que você atribui essa mudança?
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13. Analisando a conversa, você acha que havia um motivo real para os dois personagens se desentenderem ou foi apenas uma falha na comunicação?
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14. Você acha que quando duas pessoas estão desempenhando papéis diferentes, analisando um ponto-de-vista diferente, pode haver esse mesmo problema? Dê exemplos.
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15. Numa conversa entre patrão e empregado, marido e mulher, pai e filho, onde os interesses e pontos-de-vista são diferentes ou contrários, você acha que esse mesmo problema pode acontecer?
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